🎼Intróito
Gaudeámus omnes in Dómino, diem festum celebrántes sub honóre beáti Thomæ Mártyris: de cujus passióne gaudent Angeli et colláudant Fílium Dei. Ps. 32, 1. Exsultáte, justi, in Dómino: rec tos decet collaudátio.
Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando o dia festivo em honra do Beato Tomás Mártir: de cuja paixão alegram-se os Anjos e colaudam o Filho de Deus. Sl. 32, 1. Exultai, justos, no Senhor: aos retos convém o louvor.
✉️Epístola (Hebr 5, 1-6)
Irmãos: Todo pontífice assumido dentre os homens é constituído em favor dos homens naquelas coisas que se referem a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados: que possa condoer-se daqueles que ignoram e erram: porque também ele mesmo está cercado de enfermidade: e, por isso, deve, assim como pelo povo, também por si mesmo oferecer pelos pecados. Nem ninguém toma para si a honra, senão aquele que é chamado por Deus, como Aarão. Assim também Cristo não se glorificou a si mesmo para se tornar Pontífice, mas aquele que lhe falou: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Como também diz em outro lugar: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.
✝️Evangelho (Jo 10, 11-16)
Naquele tempo: Disse Jesus aos fariseus: Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas suas ovelhas. Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são próprias as ovelhas, vê o lobo vindo, e deixa as ovelhas e foge: e o lobo arrebata e dispersa as ovelhas; o mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não lhe importa das ovelhas. Eu sou o bom pastor: e conheço as minhas e as minhas me conhecem. Assim como o Pai me conhece, e eu conheço o Pai, e ponho a minha vida pelas minhas ovelhas. E tenho outras ovelhas, que não são deste redil: e é necessário que eu as traga, e ouvirão a minha voz, e haverá um só redil e um só pastor.
🛡️O sangue do Pastor pela liberdade do rebanho
🕯️A liturgia deste dia, situada na Oitava do Natal, confronta-nos com a realidade cruenta do martírio através da figura do "Bom Pastor" que, diferente do mercenário, não foge diante dos lobos vorazes, mas oferece a própria vida pela integridade do redil. São Tomás Becket encarna perfeitamente a doutrina exposta na Epístola aos Hebreus: um pontífice tomado dentre os homens, conhecedor da enfermidade humana, mas chamado por Deus para defender os direitos divinos contra as ingerências temporais. Santo Agostinho, em seus tratados sobre o Evangelho de João, ilumina esta distinção fundamental ao afirmar que o mercenário é aquele que busca na Igreja os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo; ele foge não mudando de lugar, mas calando-se diante da injustiça, pois o medo lhe tolhe a voz (In Ioann. Tract. 46). Tomás, ao contrário, rompeu o silêncio complacente e enfrentou o poder régio não por soberba, mas pela caridade que tudo suporta pela Verdade. A sua morte no altar da catedral é a consumação do sacrifício sacerdotal, onde o oferente se torna a própria oferta, unindo-se a Cristo, o Supremo Pontífice, que não se auto-glorificou, mas foi gerado para o sacrifício eterno. O martírio de Becket ensina que a verdadeira paz natalina não é a ausência de conflitos mundanos, mas a fidelidade inquebrantável à ordem de Melquisedeque, que prioriza a lei de Deus sobre os caprichos dos césares, garantindo que, mesmo que o pastor seja ferido, o rebanho espiritual permaneça unido na Verdade que liberta.
📅Veja o calendário do mês aqui.
✉️Epístola (Hebr 5, 1-6)
Irmãos: Todo pontífice assumido dentre os homens é constituído em favor dos homens naquelas coisas que se referem a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados: que possa condoer-se daqueles que ignoram e erram: porque também ele mesmo está cercado de enfermidade: e, por isso, deve, assim como pelo povo, também por si mesmo oferecer pelos pecados. Nem ninguém toma para si a honra, senão aquele que é chamado por Deus, como Aarão. Assim também Cristo não se glorificou a si mesmo para se tornar Pontífice, mas aquele que lhe falou: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Como também diz em outro lugar: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.
✝️Evangelho (Jo 10, 11-16)
Naquele tempo: Disse Jesus aos fariseus: Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas suas ovelhas. Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são próprias as ovelhas, vê o lobo vindo, e deixa as ovelhas e foge: e o lobo arrebata e dispersa as ovelhas; o mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não lhe importa das ovelhas. Eu sou o bom pastor: e conheço as minhas e as minhas me conhecem. Assim como o Pai me conhece, e eu conheço o Pai, e ponho a minha vida pelas minhas ovelhas. E tenho outras ovelhas, que não são deste redil: e é necessário que eu as traga, e ouvirão a minha voz, e haverá um só redil e um só pastor.
🛡️O sangue do Pastor pela liberdade do rebanho
🕯️A liturgia deste dia, situada na Oitava do Natal, confronta-nos com a realidade cruenta do martírio através da figura do "Bom Pastor" que, diferente do mercenário, não foge diante dos lobos vorazes, mas oferece a própria vida pela integridade do redil. São Tomás Becket encarna perfeitamente a doutrina exposta na Epístola aos Hebreus: um pontífice tomado dentre os homens, conhecedor da enfermidade humana, mas chamado por Deus para defender os direitos divinos contra as ingerências temporais. Santo Agostinho, em seus tratados sobre o Evangelho de João, ilumina esta distinção fundamental ao afirmar que o mercenário é aquele que busca na Igreja os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo; ele foge não mudando de lugar, mas calando-se diante da injustiça, pois o medo lhe tolhe a voz (In Ioann. Tract. 46). Tomás, ao contrário, rompeu o silêncio complacente e enfrentou o poder régio não por soberba, mas pela caridade que tudo suporta pela Verdade. A sua morte no altar da catedral é a consumação do sacrifício sacerdotal, onde o oferente se torna a própria oferta, unindo-se a Cristo, o Supremo Pontífice, que não se auto-glorificou, mas foi gerado para o sacrifício eterno. O martírio de Becket ensina que a verdadeira paz natalina não é a ausência de conflitos mundanos, mas a fidelidade inquebrantável à ordem de Melquisedeque, que prioriza a lei de Deus sobre os caprichos dos césares, garantindo que, mesmo que o pastor seja ferido, o rebanho espiritual permaneça unido na Verdade que liberta.
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