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terça-feira, 14 de outubro de 2025

⛪ Seminário Santíssima Trindade - Publicações

O Seminário Santíssima Trindade foi fundado em 1995, em um edifício que partilhava com a Academia Maria Auxiliadora em Warren, Michigan. Como era necessário que o seminário funcionasse em instalações próprias, o Seminário Santíssima Trindade adquiriu 50 acres de terra em 2003, perto de Brooksville, Flórida (cerca de 50 minutos ao norte de Tampa), com o objetivo de construir um novo edifício e transferir as suas operações para lá. A construção começou em abril de 2005. Em abril de 2008, o Seminário abriu oficialmente as suas portas na nova instalação.

Dez anos depois, as instalações do Seminário tornaram-se pequenas demais e foi necessário procurar um novo edifício com mais quartos. Em 2020, foi encontrado em Reading, Pensilvânia, um edifício adequado às necessidades do Seminário e ao aumento da capacidade de alojamento. Foram necessários mais de dois anos de remodelação e reparações para adequar o edifício às normas vigentes. O Seminário mudou-se para a nova localização no final de 2022.

O reitor atual é o Bispo Donald J. Sanborn, que também é o fundador e superior geral do Instituto Católico Romano (RCI), grupo associado ao seminário. Ele continua no cargo, embora o seminário tenha se mudado para Reading, Pensilvânia, no outono de 2022, mantendo sua operação em instalações próprias após a aquisição de terras em Brooksville em 2003 e a inauguração do prédio em 2008.

⭐ Artigos em Destaque

Os Batismos do Novus Ordo Podem Ser Considerados Válidos?
pelo Bispo Donald J. Sanborn

Sobre a Nova Eclesiologia
pelo Pe. Damien Dutertre

Sobre a Colegialidade
pelo Pe. Damien Dutertre

Os Erros do Sistema "Reconhecer e Resistir"
pelo Pe. Damien Dutertre

O Pequeno Catecismo sobre a Tese
pelo Pe. Nicolás E. Despósito

Sobre o Papa Herético
pelo Pe. Damien Dutertre

Respostas às Objeções Baseadas na Aceitação Universal e Pacífica
pelo Pe. Damien Dutertre

Sobre o Crime Canônico de Heresia em Relação à Tese
pelo Pe. Damien Dutertre

A Nova Doutrina do Vaticano II
pelo Pe. Michael DeSaye

📜 Tese de Cassiciacum

Explicação da Tese do Bispo Guérard des Lauriers
pelo Bispo Donald J. Sanborn

De Papatu Materiali - Pars Prima
pelo Bispo Donald J. Sanborn

De Papatu Materiali - Pars Secunda
pelo Bispo Donald J. Sanborn

Sobre Ser Papa Materialmente
pelo Bispo Donald J. Sanborn

💧 Sacramentos

Os Batismos do Novus Ordo Podem Ser Considerados Válidos?
pelo Bispo Donald J. Sanborn
Material suplementar aqui.

Absolutamente Nulo e Inteiramente Vazio
pelo Pe. Anthony Cekada

Ainda Nulo e Ainda Vazio
pelo Pe. Anthony Cekada

Não Treinados e Não-Tridentinos: Ordens Sagradas e os Canonicamente Inaptos
pelo Pe. Anthony Cekada

sábado, 28 de junho de 2025

A Demolição Começou Antes do Vaticano II e o Missal de 1962 já é a revolução

Muitos católicos tradicionais, por ingenuidade ou falta de estudo, marcam o início da revolução litúrgica no Concílio Vaticano II ou na promulgação do Novus Ordo Missae em 1969. Este é um erro fatal. A demolição da liturgia romana não foi um acidente pós-conciliar; foi um projeto meticulosamente planejado, cuja primeira bomba-relógio foi armada e detonada muito antes, sob o pontificado de Pio XII. O detonador foi a reforma da Semana Santa de 1955, um evento que o próprio Paulo VI admitiria mais tarde ter sido o "primeiro passo da adaptação do Missal romano à mentalidade contemporânea" (Rioult, 2017, p. 2).

O arquiteto desta demolição não foi outro senão o Padre Annibale Bugnini, descrito como o "fossoyeur de la Messe" (coveiro da Missa) (Rioult, 2017, p. 2). Em 1948, com a criação da Comissão para a Reforma Litúrgica, Bugnini e seus cúmplices receberam a chave do cofre, trabalhando de forma tão secreta que chegaram a pegar "de surpresa os próprios membros da Congregação dos Ritos" (Rioult, 2017, p. 3). A estratégia era clara: não demolir o edifício de uma só vez, mas minar suas fundações, uma viga de cada vez, sob o pretexto de "restauração pastoral".

O primeiro golpe foi um balão de ensaio: a reforma experimental da Vigília Pascal em 1951. Apresentada como um retorno "às fontes primitivas", ela serviu para testar a resistência do clero. Vendo que poucos protestaram, os revolucionários avançaram para o ataque principal. Em 1955, o decreto Maxima redemptionis foi o golpe de aríete que, nas palavras de um de seus promotores, o Padre Carlo Braga, foi "um aríete que penetrou na fortaleza de nossa liturgia até então estática demais" (Rioult, 2017, p. 3).

Esta não foi uma "reforma", mas uma inversão de princípios. O Domingo de Ramos viu a liturgia, antes focada em Deus e na Cruz, ser reorientada para a assembleia, introduzindo uma bênção dos ramos virada para o povo (Rioult, 2017, p. 4). O rito da Sexta-feira Santa sofreu a primeira capitulação pública ao ecumenismo: a introdução de uma genuflexão na oração pela conversão dos judeus, um ato que, como observa Mgr. Sanborn, era a "primeira vez que a liturgia católica se dobrava às exigências ecumênicas de seus inimigos" (Sanborn, 2008, p. 45). A Vigília Pascal foi mutilada, suas antigas e ricas doze profecias foram dizimadas para apenas quatro (Rioult, 2017, p. 15), e novos ritos sentimentaloides, como a "renovação das promessas do batismo" – uma invenção ex nihilo – foram inseridos para agradar a mentalidade protestante (Carusi, 2016, p. 41).

Uma vez que se cede nos princípios, a queda é inevitável. Em 1959, João XXIII, dando seguimento à lógica da reforma, removeu oficialmente a palavra perfidis, provando que o "poço sem fundo" de alterações, temido pelo Santo Ofício em 1928, havia sido aberto (Sanborn, 2008, p. 45).

É aqui que reside a contradição fatal de muitos que hoje se dizem "tradicionais". Eles defendem o Missal de 1962 como o padrão-ouro da Tradição. Que cegueira! O Missal de 1962 não é o antídoto para a revolução; ele é a revolução codificada em lei. Ele contém em suas páginas todo o veneno da reforma de 1955. É um missal já comprometido, um monumento à vitória de Bugnini, que Mgr. Gromier não hesitou em qualificar de "monstro litúrgico" e "cúmulo do arbítrio" (Gromier, 1960, pp. 21, 27). Defender o Missal de 1962 é defender o princípio de que a liturgia pode ser alterada com base em um falso arqueologismo e para agradar os inimigos da Igreja.

O Novus Ordo de 1969 não surgiu do vácuo. Ele é o filho legítimo da Semana Santa de 1955. Como Don Carusi conclui, o objetivo da reforma de 1955 era "desestabilizar a liturgia romana" para marcar o "início de uma atitude deplorável segundo a qual, em matéria litúrgica, poder-se-ia fazer e desfazer segundo o bel-prazer dos especialistas" (Carusi, 2016, p. 43). Os princípios são os mesmos: um foco no homem em vez de em Deus, uma sensibilidade ecumênica que sacrifica a doutrina e um desprezo pela Tradição orgânica. Portanto, a posição católica coerente não pode ser a de aceitar o "primeiro passo" da revolução e rejeitar o último. É preciso rejeitar a premissa inteira.
 
Referências

Rioult, Olivier (2017). La Semaine Sainte Réformée sous Pie XII: Bref examen critique. In Recueil d'examens critiques, Éditions Saint Agobard, 2017.
Gromier, Léon (1960). Semaine Sainte Restaurée. Conferência em Paris, Julho de 1960. Transcrito em Recueil d'examens critiques, Éditions Saint Agobard, 2017.
Carusi, Stefano (2016). La Réforme de la Semaine Sainte dans les années 1951-1956. Artigo originalmente publicado em Disputationes Theologicae. Compilado em Recueil d'examens critiques, Éditions Saint Agobard, 2017.
Sanborn, Donald J. (2008). À genoux devant les Juifs. Comentário traduzido por Sodalitium. Compilado em Recueil d'examens critiques, Éditions Saint Agobard, 2017.

domingo, 19 de janeiro de 2025

As heresias do Concílio Vaticano II - Dom Donald J. Sanborn

O texto discute as heresias do Concílio Vaticano II, destacando quatro principais pontos de divergência com a doutrina católica tradicional:

Ecumenismo: O documento Unitatis Redintegratio é criticado por afirmar que outras religiões cristãs podem oferecer salvação, o que contraria o dogma de que fora da Igreja Católica não há salvação.

Liberdade Religiosa: A Dignitatis Humanæ é acusada de heresia por defender a liberdade religiosa como um direito humano, o que, segundo o autor, vai contra a doutrina de que apenas a Igreja Católica tem o direito de professar e praticar sua fé.

Nova Eclesiologia: A Lumen Gentium é criticada por sugerir que a Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica, implicando que outras denominações cristãs também fazem parte da Igreja de Cristo, o que contraria a visão tradicional de que a Igreja Católica é a única verdadeira Igreja de Cristo.

Colegialidade: A Lumen Gentium também é acusada de heresia por afirmar que o colégio dos bispos, junto com o Papa, possui o poder supremo sobre a Igreja, o que, segundo o autor, diminui a autoridade exclusiva do Papa.

O autor conclui que essas mudanças doutrinárias enfraquecem a fé católica e critica a postura do bispo Bernard Fellay em relação ao Concílio e à Missa Nova. Ele menciona que Dom Fellay, em uma entrevista, afirmou que o Concílio não ensina diretamente heresias, mas permitiu que o erro se manifestasse. Sanborn discorda, afirmando que o Concílio contém heresias. Além disso, Sanborn critica a declaração de Fellay de que a Missa Nova não é diretamente um escândalo, mas que sua repetida celebração leva ao enfraquecimento ou perda da fé. Sanborn argumenta que, se a Missa Nova leva à perda da fé, ela deve ser considerada um escândalo e um veneno para a fé católica.

sábado, 18 de janeiro de 2025

Opinionismo: A questão papal seria apenas matéria de opinião? - Dom Donald J. Sanborn

O artigo  aborda a divisão entre tradicionalistas católicos sobre a legitimidade dos papas pós-Vaticano II. Ele destaca duas posições principais: os sedeplenistas, que reconhecem Francisco I como Papa, e os sedevacantistas, que negam a legitimidade dos papas desde João XXIII. Sanborn critica o "opinionismo", uma posição intermediária que permite a dúvida sobre a legitimidade papal, argumentando que a identidade do Papa não pode ser uma mera opinião teológica.

Sanborn detalha cinco erros do opinionismo. O primeiro erro é colocar a identidade do Romano Pontífice na categoria de "opinião teológica", o que ele considera impossível, pois a identidade do Papa deve ser certa. O segundo erro é rebaixar a questão da identidade do Papa a uma mera opinião teológica, ignorando seus efeitos dogmáticos e morais. O terceiro erro é confundir conclusão teológica com opinião teológica, já que a conclusão teológica é absolutamente certa. O quarto erro é defender que se possa sustentar que Ratzinger é ou não Papa pela mera razão de que a Igreja não disse nada a respeito. O quinto erro é sustentar que nenhuma das posições é ofensiva à fé, o que Sanborn considera falso, pois identificar a autoridade de Cristo com a promulgação de falsas doutrinas é ofensivo à fé.

Sanborn conclui que a questão da legitimidade papal tem implicações dogmáticas e morais significativas e não pode ser tratada com indiferença. Ele critica a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) por permitir que seus sacerdotes sejam sedevacantistas em segredo, mas publicamente sedeplenistas, o que ele considera uma desonestidade. Sanborn argumenta que o opinionismo é baseado em um indiferentismo perigoso sobre o Romano Pontífice e que a identidade do Papa é essencial para a unidade e identidade da Igreja Católica Romana.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

A Semana Santa pré-55 - Dom Donald J. Sanborn - crítica às mudanças na liturgia introduzidas pelo Papa Pio XII

O texto publicado no site do Seminário São José aborda a rejeição dos novos ritos da Semana Santa introduzidos em 1955, criados por Annibale Bugnini, descrito como um franco-maçom e modernista, e aprovados pelo Papa Pio XII. Sanborn argumenta que esses ritos representam um passo inicial rumo à Missa Nova (Novus Ordo) de 1969, sendo parte de um plano gradual dos modernistas para reformar a liturgia católica desde o pontificado de Bento XV. Ele destaca que as mudanças de 1955 foram aceitas sem grande resistência na época, pois a maioria do clero e dos leigos não percebeu o intento modernista de substituir a liturgia tradicional.

Sanborn cita Bugnini, que chamou as reformas de 1955 de "ponte" para mudanças futuras, e o Padre Cekada, que questionou por que alguém atravessaria essa ponte se não quisesse chegar ao outro lado (a Missa Nova). Ele recorre a São Tomás de Aquino para reforçar que consentir com os princípios de 1955 é implicitamente aceitar o Novus Ordo, já que as reformas são precursoras diretas dessa liturgia posterior. Assim, para ele, a razão e o senso comum exigem a rejeição das mudanças de 1955.

O autor questiona como lidar com uma lei promulgada por Pio XII que, retrospectivamente, se mostrou problemática. Ele explica que, embora boa em si, uma lei pode se tornar prejudicial em certas circunstâncias, usando o exemplo da abstinência de carne às sextas-feiras, que pode ser dispensada em casos de doença grave sob o princípio da epiqueia (interpretação da intenção do legislador na sua ausência). Sanborn aplica esse raciocínio às reformas litúrgicas, sugerindo que, à luz do Novus Ordo, as mudanças de 1955 têm uma relação inequívoca com a destruição da liturgia tradicional e, portanto, devem ser rejeitadas.

Ele também contextualiza o pontificado de Pio XII, afirmando que o papa não tinha plena consciência das ameaças modernistas e políticas que visavam criar uma "Nova Ordem Mundial" ecumênica e humanitarista, preparando o terreno para o Anticristo. Sanborn argumenta que Pio XII, embora protegido de promulgar erros doutrinais, não estava imune à imprudência, o que explica sua aprovação das reformas de Bugnini.

Por fim, o texto inclui citações de Pio XII que mostram um apoio a ideias de unidade global, como a formação de uma "comunidade das nações", interpretadas por Sanborn como alinhadas aos ideais modernistas. Ele conclui que a Semana Santa pré-1955 deve ser preservada como um bastião da tradição católica contra as inovações que culminaram na Missa Nova.

As mudanças introduzidas por Pio XII em 1955 nos ritos da Semana Santa

Aqui estão as mudanças mais relevantes associadas a essa reforma, que Sanborn rejeita e que foram promulgadas pelo decreto Maxima Redemptionis Nostrae Mysteria de 16 de novembro de 1955:

Alteração nos Horários dos Ritos:
Antes de 1955, os ofícios da Semana Santa, como os da Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa e Sábado Santo, eram tradicionalmente realizados pela manhã, refletindo costumes antigos da Igreja. A reforma de 1955 mudou esses horários para a tarde ou noite (por exemplo, a Vigília Pascal passou a ser celebrada após o anoitecer), com o argumento de facilitar a participação dos fiéis. Sanborn e outros tradicionalistas veem isso como uma ruptura com a prática antiga e uma concessão ao pragmatismo moderno.

Revisão da Vigília Pascal:
A Vigília Pascal, um dos ritos mais solenes da Semana Santa, foi significativamente simplificada e reorganizada. Antes, incluía 12 profecias lidas antes da bênção da água batismal; em 1955, esse número foi reduzido para 4, e o rito foi encurtado. Além disso, a liturgia ganhou um tom mais "celebratório", com a introdução de elementos como a renovação das promessas batismais pelos fiéis. Para Sanborn, isso dilui o caráter penitencial e solene da tradição.
 
Mudanças na Sexta-feira Santa:
O rito da "Missa dos Pré-santificados" foi substituído por uma nova "Celebração da Paixão do Senhor", que incluía a leitura da Paixão, orações solenes e a adoração da cruz, mas com uma estrutura simplificada e menos ênfase nos elementos tradicionais. A reforma também introduziu a possibilidade de comunhão dos fiéis nesse dia, algo antes não permitido. Sanborn vê isso como uma antecipação do estilo participativo da Missa Nova.
 
Reforma do Sábado Santo:
O rito do Sábado Santo foi transferido para a noite e centrado na Vigília Pascal, com a bênção do fogo novo e do círio pascal ganhando destaque. Embora esses elementos já existissem, a reorganização e a redução de partes do rito (como as leituras) foram criticadas por alterar o espírito contemplativo e austero do dia, alinhando-o a uma visão mais moderna e menos tradicional.
 
Introdução de Novas Rubricas e Linguagem:
As reformas trouxeram rubricas mais detalhadas e, em alguns casos, uma linguagem litúrgica ajustada para ser mais acessível. Isso é interpretado por Sanborn como um primeiro passo para a vernacularização e simplificação que culminariam no Novus Ordo.

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Ajoelhando para os judeus - Dom Donald J. Sanborn

O texto discute as mudanças na oração da Sexta-Feira Santa para os judeus no Missal de 1962, autorizadas por Bento XVI em 2007. A oração tradicional, que pedia pela conversão dos judeus, foi modificada várias vezes ao longo dos anos. Em 1955, a genuflexão foi introduzida; em 1959, a palavra "pérfidos" foi removida; em 1970, a referência à conversão foi eliminada; e em 2008, Bento XVI alterou a oração novamente, tentando agradar tanto os tradicionalistas quanto os judeus, mas sem sucesso. A oração de 2008 foi criticada por não mencionar a necessidade de os judeus abandonarem sua incredulidade e cegueira espiritual. O texto também aborda a resistência da Fraternidade São Pio X às mudanças litúrgicas e a importância de manter as tradições litúrgicas intactas. Além disso, discute a incompatibilidade entre o ecumenismo e o Catolicismo tradicional, destacando a necessidade de a Igreja Católica distinguir a verdadeira religião das falsas.

Dom Donald J. Sanborn critica as mudanças feitas na oração ao longo dos anos, argumentando que elas foram influenciadas por uma sensibilidade excessiva aos não-católicos. Ele destaca que a oração original, que pedia pela conversão dos judeus, era baseada nas Escrituras e refletia a visão tradicional da Igreja sobre a necessidade de conversão dos judeus para a salvação. Sanborn argumenta que as mudanças feitas na oração ao longo dos anos diluíram essa mensagem e comprometeram a integridade da liturgia católica.

Sanborn também critica a tentativa de Bento XVI de agradar tanto os tradicionalistas quanto os judeus com a alteração de 2008. Ele argumenta que a nova oração é uma criação bizarra que não menciona a necessidade de que os judeus abandonem sua incredulidade e cegueira espiritual. Sanborn também critica a Fraternidade São Pio X por sua resistência às mudanças litúrgicas, argumentando que a organização está dividida sobre a questão e que sua liderança está em um dilema sobre como responder às mudanças.

Além disso, o texto discute a incompatibilidade entre o ecumenismo e o Catolicismo tradicional. Sanborn argumenta que o ecumenismo, que busca a unidade entre diferentes religiões, é incompatível com a visão tradicional da Igreja Católica de que ela é a única verdadeira religião. Ele argumenta que a Igreja Católica deve distinguir claramente entre a verdadeira religião e as falsas religiões e que a tentativa de agradar a outras religiões compromete a integridade da fé católica.

Sanborn também discute a importância de manter as tradições litúrgicas intactas. Ele argumenta que a liturgia católica é uma expressão importante da fé e que mudanças na liturgia podem ter um impacto significativo na fé dos fiéis. Ele critica as mudanças feitas na oração da Sexta-Feira Santa como um exemplo de como a liturgia pode ser diluída e comprometida por influências externas.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Saint Gertrude the Great Church, localizada em West Chester, Ohio, importante centro do movimento católico tradicionalista sedevacantista

A Saint Gertrude the Great Church, localizada em West Chester, Ohio, é amplamente reconhecida como um importante centro do movimento católico tradicionalista sedevacantista. Atualmente, a liderança da igreja está sob a responsabilidade do Bispo Charles J. McGuire, que também atua como pastor da paróquia. O Bispo McGuire nasceu em 1981, próximo à cidade de Chillicothe, Ohio, e, aos quinze anos, ele e sua família decidiram se afastar da Igreja Católica pós-Vaticano II, abraçando o catolicismo tradicional. Após o ensino médio, McGuire ingressou no seminário sob a orientação do Bispo Donald Sanborn, em Detroit, Michigan, e foi ordenado sacerdote em 16 de novembro de 2005 pelo Bispo Daniel Dolan na própria Saint Gertrude the Great Church. Posteriormente, ele foi consagrado bispo em 18 de maio de 2022 pelo Bispo Rodrigo da Silva, sucedendo o Bispo Dolan. Desde então, McGuire tem continuado o trabalho de liderança espiritual e administrativa da paróquia, além de atender missões estrangeiras e realizar sacramentos como a Confirmação e as Ordens Sagradas em comunidades tradicionalistas ao redor do mundo.

Outro sacerdote relevante na Saint Gertrude the Great é o Padre Stephen F. McKenna, que atua como assistente pastoral. Nascido em 1985 em Tewksbury, Massachusetts, McKenna foi inicialmente criado na Igreja Católica pós-Vaticano II, mas posteriormente adotou o catolicismo tradicionalista. Ele ingressou no seminário em 2002 e foi ordenado sacerdote em 2012. O Padre McKenna serviu em diversas paróquias e missões nos Estados Unidos antes de se estabelecer na Saint Gertrude the Great, especialmente após o falecimento repentino do Bispo Daniel Dolan, para quem ele agora dá continuidade ao trabalho pastoral. Atualmente, reside na paróquia, onde auxilia diretamente o Bispo McGuire na administração dos sacramentos e na liderança da comunidade.

A história da Saint Gertrude the Great está fortemente ligada a figuras como o Monsenhor Daniel Dolan, um dos fundadores da paróquia, que dedicou sua vida ao catolicismo tradicional e foi responsável por estabelecer práticas litúrgicas rigorosas baseadas no rito tridentino. Ele liderou a igreja por muitos anos até seu falecimento em 2022. Outro nome de grande impacto foi o Padre Anthony Cekada, conhecido por sua erudição teológica e defesa apaixonada das posições sedevacantistas. Autor de obras como Work of Human Hands, que critica as reformas litúrgicas pós-Vaticano II, Cekada desempenhou um papel crucial na formação da identidade teológica da paróquia.

Hoje, a Saint Gertrude the Great Church continua sendo um ponto de referência para os católicos que buscam preservar práticas anteriores ao Concílio Vaticano II. A igreja mantém uma forte ênfase na Missa Tridentina, em devoções tradicionais e na formação de seus fiéis, tanto espiritualmente quanto educacionalmente. Sob a liderança do Bispo McGuire e do Padre McKenna, a paróquia segue firme em sua missão de atender católicos tradicionalistas, tanto localmente quanto em missões internacionais, perpetuando o legado de seus fundadores e líderes anteriores.

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

O sedevacantismo de Dom Dolan e os conflitos com os bispos Pivarunas, Sanborn e McKenna

Dom Daniel Dolan foi uma figura proeminente no movimento católico tradicionalista, particularmente conhecido por sua oposição às reformas introduzidas pelo Concílio Vaticano II. Faleceu em 2022. Abaixo estão algumas das principais controvérsias associadas a ele:

Dom Dolan começou sua carreira sacerdotal associado à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), uma organização tradicionalista fundada por Dom Marcel Lefebvre. No entanto, Dolan se distanciou da FSSPX devido a divergências sobre como lidar com a situação da Igreja pós-Vaticano II. A FSSPX, embora crítica das reformas do Concílio Vaticano II, não adotou oficialmente a posição sedevacantista, o que levou a um rompimento entre Dolan e a organização.

Dom Dolan foi um crítico vocal da Missa Novus Ordo, introduzida após o Concílio Vaticano II. Ele considerava essa forma de liturgia uma ruptura com a tradição da Igreja e promovia exclusivamente a celebração da Missa Tridentina, na forma pré-Vaticano II. Sua posição crítica em relação à nova liturgia foi um dos principais pilares de sua oposição ao Concílio Vaticano II.

Dom Donald Sanborn, outro bispo sedevacantista que, assim como Dolan, se separou da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) devido a desacordos teológicos. Sanborn e Dolan foram originalmente ordenados sacerdotes pela FSSPX, mas se separaram do grupo devido à sua recusa em adotar uma postura abertamente sedevacantista. Essas divergências eram sobre a abordagem teológica do sedevacantismo, a administração de suas respectivas dioceses e as práticas litúrgicas.

Em 1993, Dom Dolan foi ordenado bispo por Dom Mark Pivarunas, sedevacantista. Esta ordenação foi realizada sem o mandato papal. Dom Donald Sanborn foi consagrado bispo por Dom Robert McKenna, sedevacantista, em 19 de junho de 2002. McKenna e Dolan compartilhavam muitas das mesmas crenças, mas também houve tensões ocasionais sobre questões de jurisdição e autoridade.

Outro ponto de conflito dentro do movimento sedevacantista foi com a Congregação de Maria Imaculada Rainha (CMRI), liderada por Dom Mark Pivarunas. A CMRI é uma das maiores organizações sedevacantistas nos Estados Unidos, e apesar de Dolan ter sido consagrado bispo por Pivarunas, ele eventualmente seguiu um caminho distinto. Diferenças em questões de administração, liderança e a interpretação de como aplicar a doutrina sedevacantista contribuíram para a separação entre Dolan e a CMRI.

Dom Dolan ordenou outros bispos:
Dom Martín Dávila Gandara: consagrado em 11 de maio de 1999, com a assistência de Dom Mark Pivarunas.
Dom Joseph Selway: Consagrado em 22 de fevereiro de 2018, com a assistência de Dom Donald Sanborn.
Dom Rodrigo da Silva: Consagrado em 29 de setembro de 2021.