🛡️Introito (Sl 118, 95-96 | Sl 118, 1)
Me exspectavérunt peccatóres, ut pérderent me: testimónia tua, Dómine, intelléxi: omnis consummatiónis vidi finem: latum mandátum tuum nimis. Ps. Beáti immaculáti in via: qui ámbulant in lege Dómini.
Os pecadores me esperavam para me perder, porém eu compreendi os vossos ensinamentos, Senhor. Vi o fim de tudo o que parecia perfeito, somente a vossa lei não tem limites. Sl. Bem-aventurados os que se mantêm sem mácula no caminho, os que andam na lei do Senhor.
📜Epístola (Eclo 51, 13-17)
Senhor, meu Deus, exaltastes a minha habitação sobre a terra, e eu Vos pedi que me livrásseis da morte que me ameaçava. Invoquei o Senhor, Pai de meu Senhor, para que não me abandonasse no dia de minha tribulação e, durante o domínio dos soberbos, não me deixasse indefeso. Louvarei incessantemente o vosso Nome, e celebrá-lo-ei em minhas ações de graças pois foi atendida a minha oração. Vós me livrastes da perdição e me salvastes no tempo mau. Por isso, eu Vos glorificarei, e a Vós, ó Senhor, nosso Deus, cantarei louvores.
✠Evangelho (Mt 13, 44-52)
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos esta parábola: O Reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. Quem o encontra o esconde, e, contente com o achado, vai e vende tudo o que tem, e compra aquele campo. O Reino dos céus é também semelhante a um mercador que procurava belas pérolas, e tendo achado uma de grande preço, foi-se e vendeu tudo o que possuía e a comprou. O Reino dos céus é ainda semelhante a uma rede, que lançada no mar, recolheu peixes de toda espécie. Quando estava cheia, os pescadores a puxaram para a praia, e sentados ali, escolheram os bons peixes para os vasos, e lançaram fora os ruins. Assim será no fim do mundo. Virão os Anjos e separarão os maus do meio dos Justos, e os lançarão na fornalha de fogo. E ali haverá choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isto? Responderam-Lhe: Sim. E Ele continuou: Por esta razão todo escriba instruído no Reino dos céus é semelhante a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas.
💎O Tesouro Escondido e o Preço do Martírio
💰A liturgia de hoje, ao honrar Santa Prisca, entrelaça magnificamente a sabedoria da Lei divina com o valor absoluto do Reino dos Céus. O Introito declara: "Vi o fim de tudo o que parecia perfeito", indicando que a mártir compreendeu a finitude e a vaidade das glórias romanas e da própria vida terrena diante da eternidade de Deus. Esta compreensão é a chave para o Evangelho, onde o Reino é comparado a um tesouro e a uma pérola preciosa que exigem a venda de "tudo o que se tem". Santo Agostinho, refletindo sobre esta troca divina, ensina que o preço do Reino é a própria pessoa: "O Reino dos Céus vale tanto quanto tu és. Dá-te a ti mesmo e tê-lo-ás" (Sermão 127). Santa Prisca, embora jovem e nobre, agiu como o mercador prudente; ela não hesitou em vender a sua nobreza, a sua juventude e a sua integridade física no martírio para comprar o campo onde o tesouro estava escondido. A parábola da rede, também presente no Evangelho, ressoa com a sua história, pois tendo sido batizada por São Pedro, o Pescador de Homens, ela foi recolhida na rede da Igreja e, no dia do Juízo, será contada entre os "peixes bons" escolhidos pelos Anjos. A sua oração na Epístola ("Vós me livrastes da perdição") não se refere à salvação da morte física, mas à preservação da alma imortal no "tempo mau" da perseguição. Assim, a sua memória nos convida a examinar o que estamos dispostos a "vender" — nossos apegos, vícios e comodidades — para adquirir a única pérola que a morte não pode roubar.
👉Veja o calendário do mês aqui.
📜Epístola (Eclo 51, 13-17)
Senhor, meu Deus, exaltastes a minha habitação sobre a terra, e eu Vos pedi que me livrásseis da morte que me ameaçava. Invoquei o Senhor, Pai de meu Senhor, para que não me abandonasse no dia de minha tribulação e, durante o domínio dos soberbos, não me deixasse indefeso. Louvarei incessantemente o vosso Nome, e celebrá-lo-ei em minhas ações de graças pois foi atendida a minha oração. Vós me livrastes da perdição e me salvastes no tempo mau. Por isso, eu Vos glorificarei, e a Vós, ó Senhor, nosso Deus, cantarei louvores.
✠Evangelho (Mt 13, 44-52)
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos esta parábola: O Reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. Quem o encontra o esconde, e, contente com o achado, vai e vende tudo o que tem, e compra aquele campo. O Reino dos céus é também semelhante a um mercador que procurava belas pérolas, e tendo achado uma de grande preço, foi-se e vendeu tudo o que possuía e a comprou. O Reino dos céus é ainda semelhante a uma rede, que lançada no mar, recolheu peixes de toda espécie. Quando estava cheia, os pescadores a puxaram para a praia, e sentados ali, escolheram os bons peixes para os vasos, e lançaram fora os ruins. Assim será no fim do mundo. Virão os Anjos e separarão os maus do meio dos Justos, e os lançarão na fornalha de fogo. E ali haverá choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isto? Responderam-Lhe: Sim. E Ele continuou: Por esta razão todo escriba instruído no Reino dos céus é semelhante a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas.
💎O Tesouro Escondido e o Preço do Martírio
💰A liturgia de hoje, ao honrar Santa Prisca, entrelaça magnificamente a sabedoria da Lei divina com o valor absoluto do Reino dos Céus. O Introito declara: "Vi o fim de tudo o que parecia perfeito", indicando que a mártir compreendeu a finitude e a vaidade das glórias romanas e da própria vida terrena diante da eternidade de Deus. Esta compreensão é a chave para o Evangelho, onde o Reino é comparado a um tesouro e a uma pérola preciosa que exigem a venda de "tudo o que se tem". Santo Agostinho, refletindo sobre esta troca divina, ensina que o preço do Reino é a própria pessoa: "O Reino dos Céus vale tanto quanto tu és. Dá-te a ti mesmo e tê-lo-ás" (Sermão 127). Santa Prisca, embora jovem e nobre, agiu como o mercador prudente; ela não hesitou em vender a sua nobreza, a sua juventude e a sua integridade física no martírio para comprar o campo onde o tesouro estava escondido. A parábola da rede, também presente no Evangelho, ressoa com a sua história, pois tendo sido batizada por São Pedro, o Pescador de Homens, ela foi recolhida na rede da Igreja e, no dia do Juízo, será contada entre os "peixes bons" escolhidos pelos Anjos. A sua oração na Epístola ("Vós me livrastes da perdição") não se refere à salvação da morte física, mas à preservação da alma imortal no "tempo mau" da perseguição. Assim, a sua memória nos convida a examinar o que estamos dispostos a "vender" — nossos apegos, vícios e comodidades — para adquirir a única pérola que a morte não pode roubar.
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