Mostrando postagens com marcador Padre Fernando Maria Cornet. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Padre Fernando Maria Cornet. Mostrar todas as postagens

sábado, 30 de novembro de 2024

Francisco laiciza o padre argentino Fernando Maria Cornet, sem tolerância com os opositores

Em 13 de novembro de 2024, a Arquidiocese Novus Ordo de Sassari, Itália, anunciou que Francisco havia removido o padre Fernando Maria Cornet, argentino de 57 anos do estado clerical e o reduzido, juridicamente, ao status de leigo. Ele publicou livros questionando a validade da renúncia do Papa Bento XVI e, consequentemente, a legitimidade de Francisco como Papa. O livro específico que questiona a legitimidade do Papa Francisco, é intitulado "Habemus Antipapam?". Este livro foi publicado por Fernando Maria Cornet em 2023.

Há também o caso do padre Giorgio Maria Faré, carmelita descalço, que foi demitido de sua ordem e declarado excomungado em 18 de novembro de 2024 pelo Superior Geral, o Rev. Miguel Márquez Calle. No futuro, Francisco também pode destituí-lo. Farè, que possui doutorado em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma, argumentou publicamente que a renúncia do Papa Bento XVI foi inválida, o que, segundo ele, torna o pontificado de Francisco ilegítimo. Em outubro de 2024, Farè apresentou uma análise canônica e histórica da renúncia de Bento XVI, sustentando que ela foi feita de maneira inválida. Ele declarou que não celebraria mais a Missa "com Francisco nosso Papa". 
 
Em ambos os casos, foram acusados do crime de cisma, definido como recusa de submissão ao Papa ou de manter comunhão com os membros da Igreja. Enquanto Francisco age severamente contra aqueles que questionam sua legitimidade, ele é mais leniente com outros comportamentos controversos dentro da Igreja. Se esses padres tivessem negado dogmas fundamentais da fé ou permitido práticas litúrgicas controversas, eles poderiam até ser promovidos em vez de punidos.

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Livro: Habemus Antipapam? de Fernando Maria Cornet - Uma investigação sobre a legitimidade papal

Publicado em 2023 pela Edizioni del Faro, o livro "Habemus Antipapam?" do autor Fernando Maria Cornet aborda questões controversas dentro da Igreja Católica. A obra, com 270 páginas, apresenta uma análise teológica, histórica e jurídica sobre eventos que marcaram a Igreja nos últimos anos, incluindo a renúncia do Papa Bento XVI e a eleição do Papa Francisco.

A renúncia de Bento XVI
O autor questiona a validade da renúncia de Bento XVI, sugerindo que, por motivos específicos, essa decisão não teria cumprido integralmente os requisitos canônicos. Cornet analisa a declaração de renúncia de 2013 sob uma perspectiva jurídica e linguística, levantando dúvidas sobre suas implicações para a sucessão papal.

A legitimidade do Papa Francisco
Partindo da hipótese de que a renúncia de Bento XVI foi inválida, Cornet argumenta que a eleição de Jorge Mario Bergoglio (Papa Francisco) seria igualmente inválida. O livro examina o conclave que elegeu Francisco e as possíveis irregularidades ou controvérsias associadas a esse processo.

As implicações de um julgamento de antipapa
Cornet discute as consequências canônicas, espirituais e políticas para a Igreja Católica caso Francisco fosse declarado um antipapa. Ele traça paralelos históricos com outros casos de antipapas e analisa como essas situações impactaram a unidade e a autoridade da Igreja ao longo dos séculos.

O autor utiliza documentos e declarações oficiais da Igreja, bem como análises canônicas e históricas, para sustentar suas afirmações. A obra combina um tom investigativo com reflexões teológicas e filosóficas sobre a autoridade papal e a crise de identidade que, segundo Cornet, a Igreja enfrenta atualmente.

Por se tratar de um tema altamente polêmico, "Habemus Antipapam?" tem gerado debates entre teólogos, historiadores e o público em geral. Alguns críticos consideram as teorias apresentadas por Cornet especulativas e excessivamente alarmistas, enquanto outros elogiam sua coragem em levantar questões difíceis e propor reflexões sobre o futuro da Igreja.