Introito - (Sl 36, 30-31; 1) Os justi meditábitur sapiéntiam, et lingua ejus loquétur judícium: lex Dei ejus in corde ipsíus. Ps. Noli æmulári in malignantibus: neque zeláveris faciéntes iniquitátem. Glória Patri, et Fílio, et Spirítui Sancto. Sicut erat in princípio, et nunc, et semper, et in sǽcula sæculórum. Amen. - Os justi meditábitur... A boca do justo meditará a sabedoria e a sua língua falará a justiça: a lei do seu Deus está no seu coração. Sl. Não tenhas ciúme dos maus, nem invejes os que praticam a iniquidade. Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém. - A boca do justo...
Extraído milagrosamente do seio de sua falecida mãe na Catalunha, donde lhe adveio o sobrenome de Não-Nato, São Raimundo abraçou a milícia sagrada da novel Ordem de Nossa Senhora das Mercês, inflamado pelo voto sublime de resgatar os fiéis escravizados pelo Islã. Enviado às costas hostis da Barbária, na África, esgotou todas as riquezas e moedas para libertar os cativos cristãos ameaçados de apostasia e, quando se viu desprovido de todo ouro, entregou voluntariamente o próprio corpo em cativeiro como refém para salvar almas da perdição eterna. Lançado às masmorras e submetido ao suplício atroz de ter os lábios perfurados por ferro em brasa e selados com um cadeado para impedir sua pregação evangélica, converteu inúmeros maometanos pela paciência inabalável e pelo ardor da caridade. Elevado à púrpura cardinalícia pelo Papa Gregório IX, morreu santamente no castelo de Cardona em 1240, sendo venerado na Cidade Eterna na Igreja de São Raimundo Nonato em Roma.