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domingo, 12 de janeiro de 2025

A Profissão da Heresia Modernista pelo Papa Pachamama, do padre Anthony Cekada - as verdades reveladas não são imutáveis, mas condicionadas?

O artigo "Papa Pachamama’s Profession of the Modernist Heresy" foi escrito pelo Rev. Anthony Cekada e discute a heresia modernista da evolução dogmática, exemplificada pelas ações do Papa Francisco (Jorge Mario Bergoglio) durante o Sínodo da Amazônia. Cekada argumenta que Bergoglio patrocinou a adoração de ídolos pagãos, como a deusa Pachamama, nos jardins do Vaticano e durante a Missa, o que, segundo ele, constitui heresia e apostasia.

Cekada explica que a heresia da evolução dogmática, promovida pelo Concílio Vaticano II, ensina que as religiões pagãs são "meios de salvação" usados pelo Espírito Santo. Ele critica a ideia de que as verdades reveladas não são imutáveis, mas condicionadas pela experiência humana ao longo do tempo. Segundo Cekada, essa heresia nega a possibilidade de uma verdade religiosa objetiva, transformando cada dogma em algo relativo e subjetivo.

O artigo menciona um documento do Vaticano intitulado "Development of Doctrine is a People that Walks Together", que, segundo Cekada, apresenta o argumento modernista clássico para a evolução dogmática. Ele critica a analogia usada no documento, que compara o desenvolvimento da doutrina a uma jornada, argumentando que isso camufla a heresia modernista.

Cekada também critica a aplicação da evolução dogmática a questões como a salvação de bebês não batizados e a liberdade religiosa. Ele argumenta que a evolução dogmática transforma ensinamentos que antes eram considerados erros perniciosos em verdades religiosas fundamentais, como a liberdade religiosa, que foi condenada por papas anteriores, mas aprovada pelo Concílio Vaticano II.

O artigo conclui que a promoção pública da idolatria por Bergoglio, seguida de uma profissão aberta da heresia modernista da evolução dogmática, deve levar os católicos a denunciar Bergoglio como herege e não como papa. Cekada argumenta que a verdadeira explicação teológica para o Vaticano II e suas reformas desastrosas é que os "papas" que promoveram essas mudanças nunca foram verdadeiros papas, pois já haviam se desviado da fé antes de suas eleições.

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

O evolucionismo espiritual do panteísta Teilhard de Chardin

Teilhard de Chardin, filósofo e teólogo jesuíta, ensinou que a evolução não é apenas um processo biológico, mas uma ascensão contínua em direção à consciência, culminando no que ele denominou Ponto Ômega, uma espécie de estágio final da evolução em que a humanidade seria integrada a Cristo. Ele via a história humana como uma jornada espiritual em direção a uma unidade e plenitude universal. Para Teilhard, a consciência humana em expansão é um reflexo do avanço em direção a essa integração com Cristo, que representa a "energia" cósmica que impulsiona o universo rumo à sua conclusão.

Sua visão, entretanto, foi controversa, uma vez que introduziu um elemento de panteísmo — a ideia de que Deus e o universo são essencialmente um. Isso representou um choque para a teologia cristã tradicional, que separa o Criador da criação. Seu pensamento influenciou algumas correntes dentro da Igreja, especialmente após o Concílio Vaticano II, apesar das advertências e censuras repetidas emitidas pelo Vaticano contra suas obras. O Vaticano condenou oficialmente alguns dos ensinamentos de Teilhard, emitindo advertências (monituns) sobre a publicação de suas principais obras, especialmente por seu afastamento da doutrina cristã tradicional.

A Relação com a Teologia e a Liturgia Pós-Vaticano II

Joseph Ratzinger, mais tarde Papa Bento XVI, em sua obra O Espírito da Liturgia (2000), observou como a visão de Teilhard de Chardin sobre a evolução cósmica e a ascensão da humanidade influenciou a compreensão contemporânea de Cristo, especialmente no contexto da liturgia. Ratzinger destacou que a teologia teilhardiana se tornou uma lente através da qual muitos viam a Eucaristia e a celebração litúrgica no pós-Vaticano II.

Para Teilhard, Cristo é a força central que impulsiona o cosmos em direção à Noosfera — um conceito que ele descreveu como uma esfera de pensamento global em evolução. Citando as epístolas aos Efésios e Colossenses, Teilhard via Cristo como a energia que sustenta e guia a criação rumo a essa unidade espiritual universal. Segundo ele, a Eucaristia, representada pela Hóstia transubstanciada, é a antecipação da transformação e divinização final da matéria, sendo ao mesmo tempo um símbolo e um motor desse progresso cósmico.

Ratzinger observou que, para Teilhard, a Eucaristia era o ponto de convergência do cosmos, um evento litúrgico que não apenas antecipa o futuro, mas também dá impulso à evolução espiritual e cósmica. Esse entendimento da liturgia foi uma mudança marcante em relação às práticas tradicionais, ligando mais profundamente a celebração eucarística à visão de um universo em evolução espiritual contínua.

Noosfera e Ponto Ômega

A noosfera é a "esfera do pensamento humano". Segundo Chardin, após a formação da litosfera (camada rochosa da Terra), hidrosfera (água), atmosfera (ar), biosfera (vida), e antroposfera (atividade humana), a noosfera representa a próxima fase evolutiva, caracterizada pela emergência da consciência coletiva e do pensamento humano. A palavra "noos" vem do grego e significa mente, espírito ou intelecto.

Chardin acreditava que a noosfera seria uma esfera onde as mentes e os corações humanos estariam sincronizados, criando uma rede de pensamento e consciência global. Isso implicaria uma maior interconexão e colaboração entre os seres humanos, levando a um avanço espiritual e intelectual.

O Ponto Ômega é um conceito central na filosofia de Chardin. Ele acreditava que a evolução não era apenas um processo físico, mas também espiritual, culminando em um ponto final de máxima complexidade e consciência, que ele chamou de Ponto Ômega. Este ponto representa a união final de todas as consciências em um estado de perfeição e plenitude, que ele associava com a figura de Cristo. Eis seu evolucionismo espiritual, tentativa de integrar a teoria da evolução com a espiritualidade cristã, propondo que a evolução não é apenas um processo biológico, mas também espiritual, culminando no que ele chamou de Ponto Ômega, um estado de máxima complexidade e consciência.

O livro mais conhecido de Pierre Teilhard de Chardin sobre o evolucionismo espiritual é "O Fenômeno Humano". Publicado em 1955, esta obra apresenta uma visão abrangente da evolução do universo, desde a matéria inanimada até a consciência humana. 

Críticas

Ambiguidade Teológica: Muitos teólogos e autoridades da Igreja consideraram os escritos de Teilhard de Chardin como ambíguos e potencialmente perigosos. Eles argumentaram que suas ideias poderiam ser interpretadas de maneiras que se afastam da doutrina católica tradicional.

Pecado Original: Teilhard de Chardin teve uma visão não convencional do pecado original, o que levou a críticas e censura por parte da Igreja. Seus pontos de vista sobre a evolução e o pecado original foram vistos como incompatíveis com a teologia católica tradicional.

Integração da Evolução: Embora Teilhard tenha contribuído para a aceitação da evolução pela Igreja, alguns críticos argumentaram que ele foi longe demais ao tentar integrar a evolução com a teologia cristã. Eles temiam que isso pudesse diluir a mensagem teológica central do Cristianismo.

Visão Otimista da Evolução: A visão otimista de Teilhard sobre a evolução e o progresso humano foi criticada por ser excessivamente idealista e não levar em conta a realidade do pecado e do mal no mundo.

Ponto Ômega como Destino Final: A ideia do Ponto Ômega como o destino final da evolução humana foi vista por alguns críticos como uma forma de determinismo cósmico que pode conflitar com a noção de livre-arbítrio e a intervenção divina.

Proibição de Publicação: Durante sua vida, muitos dos escritos de Teilhard foram censurados pela Igreja. Ele foi proibido de lecionar em instituições católicas e de publicar suas obras teológicas, refletindo a resistência significativa que suas ideias enfrentaram dentro da Igreja.

terça-feira, 8 de outubro de 2024

Evolucionismo espiritual de Francisco com cara de ambientalismo na encíclica Laudato Si

A encíclica Laudato Si, publicada pelo Papa Francisco em maio de 2015, é um documento que aborda a relação entre a humanidade e o meio ambiente. O título da encíclica, que significa “Louvado sejas”, é uma citação do Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis, refletindo a conexão espiritual com a natureza. 

O Papa Francisco afirma que as mudanças climáticas são um dos principais desafios enfrentados pela humanidade e que a atividade humana é um fator crucial nesse processo. Ele também menciona que muitos esforços para mitigar essas questões têm sido inadequados devido ao foco em soluções superficiais.

A encíclica enfatiza que os pobres são os mais afetados pelas crises ambientais. O Papa Francisco afirma que não devemos ver as questões ambientais e sociais como separadas; ao contrário, devemos buscar soluções integradas que atendam às necessidades dos marginalizados enquanto cuidamos do meio ambiente 

O Papa pede ações concretas para reduzir emissões de gases de efeito estufa, promover fontes de energia renovável e proteger florestas tropicais.

No Capítulo Seis da encíclica, o Papa propõe passos práticos para uma conversão ecológica pessoal e comunitária. Isso inclui oração, educação ambiental e um estilo de vida menos consumista.

Ele defende a interconexão de todas as criaturas e a responsabilidade humana de cuidar da criação, levando todas as criaturas a Deus.

Críticas

A ênfase na interconexão e na plenitude transcendente pode ser interpretada de maneira que se afaste da visão tradicional de que o ser humano ocupa um lugar especial na criação.

Todas as criaturas foram criadas por Deus e que o ser humano, feito à imagem e semelhança de Deus, tem uma responsabilidade especial de cuidar da criação. A visão de que todas as criaturas avançam para a plenitude em Deus, juntamente com os seres humanos, pode ser vista como uma ampliação dessa responsabilidade, enfatizando a interdependência de toda a criação.

Além disso, a encíclica exagera a gravidade das mudanças climáticas e a responsabilidade humana por elas. Outros, no entanto, elogiam a encíclica por abordar a questão de forma abrangente e urgente.

A tentativa de integrar ciência e fé é problemática. Críticos argumentam que a encíclica pode ser interpretada como uma aceitação acrítica de teorias científicas que ainda estão em debate.

A encíclica sugere mudanças significativas nos modelos econômicos e de consumo, o que gerou críticas de setores que temem impactos negativos na economia global. Alguns argumentam que as propostas podem ser impraticáveis ou economicamente inviáveis.

A abordagem de ecologia integral, que liga questões ambientais a questões sociais e econômicas mistura demasiadamente diferentes áreas de preocupação, diluindo o foco em questões ambientais específicas.

Falando do fulcro da maturação universal ao estilo do evolucionismo espiritual de T de Chardin:

A meta do caminho do universo situa-se na plenitude de Deus, que já foi alcançada por Cristo ressuscitado, fulcro da maturação universal.[53] E assim juntamos mais um argumento para rejeitar todo e qualquer domínio despótico e irresponsável do ser humano sobre as outras criaturas. O fim último das restantes criaturas não somos nós. Mas todas avançam, juntamente connosco e através de nós, para a meta comum, que é Deus, numa plenitude transcendente onde Cristo ressuscitado tudo abraça e ilumina. Com efeito, o ser humano, dotado de inteligência e amor e atraído pela plenitude de Cristo, é chamado a reconduzir todas as criaturas ao seu Criador.