"New Book Chronicles the Disastrous Pontificate of Pope Francis and Offers Invaluable Guideline for Assessing Future Pontificates", publicado em Rorate Caeli, em 14 de janeiro de 2026.
O texto inicia evocando a última audiência geral do Papa Bento XVI, antes de sua abdicação, na qual o pontífice expressou sua confiança inabalável de que a barca da Igreja, guiada pelo Senhor, resistiria às tempestades da história e não afundaria. Contudo, o autor, Dominic J. Grigio, contrapõe essa esperança à realidade brutal do pontificado subsequente. Sob o comando de Francisco, a percepção é de que a barca está sendo "deliberadamente dirigida para as rochas". Os católicos fiéis, descritos como aqueles que simplesmente amam a Missa Tradicional em Latim e as doutrinas perenes da Igreja, foram lançados ao mar, tornando-se alvo de escárnio e medidas punitivas apenas por sua fidelidade à Tradição.
🌩️ A Indiferença Arrogante perante o Cisma
O resumo destaca a postura inexplicavelmente sanguínea do Papa Francisco diante do caos instaurado. O texto cita diretamente a resposta de Francisco aos que levantaram preocupações legítimas: "Na Igreja, há sempre a opção pelo cisma, sempre. Mas é uma opção que o Senhor deixa à liberdade humana. Não tenho medo de cismas... Rezo para que não aconteçam cismas, mas não tenho medo deles". Grigio classifica essa atitude como um desprezo arrogante pelas divisões semeadas pelo próprio pontífice. O resultado prático dessa irresponsabilidade foi o abandono da Igreja por muitos fiéis, que, desiludidos, migraram para a Ortodoxia, para o sedevacantismo ou simplesmente perderam a fé, abandonando a religião.
⚓ A Busca por um Caminho Seguro na Tempestade Bergogliana
Diante da tempestade provocada por Bergoglio, o autor questiona onde estaria o Senhor. Recuperando o simbolismo cristão primitivo da âncora (Hebreus 6:18-19), busca-se esperança e firmeza. O texto relata a importância do "olfato católico" (sensus fidei), desenvolvido pelo estudo da doutrina, que se tornou sensível à presença de erros doutrinários. Durante o atual pontificado, os fiéis foram submetidos a um ataque quase semanal de heresias e "ambiguidades transformadas em armas" (weaponised ambiguity).
Um exemplo doloroso citado é o Sínodo sobre a Família e a exortação Amoris Laetitia. O autor menciona o sofrimento de fiéis que, mesmo abandonados pelos cônjuges, mantiveram-se fiéis aos votos matrimoniais, apenas para verem seu sacrifício denegrido pelas provisões manipuladoras de Francisco que abrem a comunhão aos recasados civilmente. A crise intensificou-se quando o Papa se recusou obstinadamente a responder aos dubia dos quatro cardeais (Caffarra, Burke, Brandmüller e Meisner), que apontavam as disparidades gritantes entre a Amoris Laetitia e a Veritatis Splendor de São João Paulo II. Ao fazer isso, Francisco "jogou fora os meios consagrados pelo tempo de resolver a confusão magisterial".
📚 A Redescoberta da Doutrina Perene como Âncora
Para não sucumbir ao desmoronamento da autoridade de ensino, o autor encontrou refúgio nos catecismos e obras dogmáticas tradicionais: o Catecismo de São Pio X, o Catecismo de Baltimore, o Penny Catechism, os Fundamentos do Dogma Católico de Pe. Ludwig Ott e o Enchiridion Symbolorum de Denzinger. Enquanto Francisco castiga a doutrina chamando-a de "fria", "abstrata" e "um monte de pedras mortas para serem atiradas nos outros", o autor redescobre que, ao contrário, a doutrina sagrada está viva com o fogo divino, preservando o ensino apostólico da corrupção pelo pecado humano e agendas ideológicas.
⚠️ A Ruptura e a Mudança de Paradigma
A análise crítica do texto aponta que, quanto mais se compara o ensino inovador e ideológico de Francisco com a doutrina perene, mais óbvia se torna a tentativa de forçar opiniões pessoais e preconceitos dentro da Igreja. Apesar da insistência de Francisco e seus cúmplices na "continuidade", a realidade é uma ruptura. O Cardeal Parolin, colaborador próximo do Papa, admitiu inadvertidamente essa ruptura ao chamar a Amoris Laetitia de "uma mudança de paradigma".
O autor utiliza o conceito de Thomas Kuhn para explicar que uma mudança de paradigma representa uma quebra revolucionária e descontínua. Isso constitui uma transgressão solene das restrições da autoridade papal definidas no Concílio Vaticano I (Pastor Aeternus), que estabelece que o Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de Pedro para revelar novas doutrinas, mas para guardar religiosamente e expor fielmente a revelação transmitida pelos apóstolos.
📜 A Violação da Dei Verbum e a Heresia Modernista
O texto argumenta que o pontificado de Francisco implementa a agenda modernista de priorizar a experiência pessoal sobre a Revelação Divina. Recorrendo à Dei Verbum (parágrafo 10) do Vaticano II, o autor lembra que o Magistério não está acima da Palavra de Deus, mas a serve, e que Escritura, Tradição e Magistério estão indissoluvelmente ligados.
Sob Francisco, essa união foi dissolvida no "solvente de sua experiência pessoal", muitas vezes justificada pelo eufemismo do "Deus das surpresas". Essa experiência pessoal do Papa é descrita como moldada por influências anticatólicas: protestantismo liberal, o progressismo jesuíta de Martini e Rahner, e a agenda globalista secular. O resultado é a "quintessência da heresia" no sentido grego de haíresis: uma escolha voluntária e divisiva de crenças que contradizem o Depósito da Fé. O professor Claudio Pierantoni é citado, classificando este como "o pontificado mais desastroso, do ponto de vista doutrinário, em toda a história da Igreja Católica".
🛡️ O Livro "The Disastrous Pontificate" como Ferramenta de Defesa
Motivado pela Constituição Apostólica Fidei Depositum de São João Paulo II, que confia a todos os fiéis a responsabilidade de guardar o depósito da fé, Grigio escreveu o livro The Disastrous Pontificate. O objetivo é ancorar os leitores na doutrina autêntica para que possam resistir à tempestade. A obra é estruturada em seções rigorosas que dissecam "Os Erros do Papa Francisco", realizando uma análise doutrinária inspirada em Ludwig Ott, que cobre da antropologia à soteriologia. Adicionalmente, apresenta "Fontes", um compêndio exaustivo que contrasta os erros com a Escritura, a Tradição e o Magistério, inspirado em Denzinger, e finaliza com "Palavras e Atos Questionáveis", uma seção cronológica que expõe a influência pervasiva dessas aberrações e suas consequências, seguindo o aviso de Cristo sobre os "falsos profetas" (Mt 7:15-16).
🕯️ Conclusão: O Legado do Cardeal Pell e o Chamado à Vigilância
Ao final, o autor presta homenagem ao falecido Cardeal George Pell, cujo famoso "Memorando Demos" inspirou o título do livro. Pell, que observou o desastre de dentro do Vaticano, descreveu o pontificado como "um desastre em muitos ou na maioria dos aspectos; uma catástrofe". O livro não é apenas uma crítica, mas um "clarim" chamando os fiéis a permanecerem vigilantes, ancorados na graça e na verdade, aguardando que um futuro sucessor de Pedro restaure a Igreja que Francisco tão desastrosamente confundiu. Nota-se, por fim, que Dominic J. Grigio é um pseudônimo de um clérigo católico em situação regular, que oculta sua identidade por medo de represálias contra si e sua diocese, o que por si só evidencia o clima de perseguição instaurado.