quinta-feira, 3 de setembro de 2026

03 Setembro ✧ S. Pio X, Papa e Confessor ✧ restaurar todas as coisas em Cristo contra as trevas do modernismo

Introito - (Sl 88, 20-22; 2) Éxtuli eléctum de pópulo, óleo sancto meo unxi eum: ut manus mea sit semper cum eo, et bráchium meum confírmet eum. Ps. Misericórdias Dómini in ætérnum cantábo: in generatiónem et generatiónem annuntiábo veritátem tuam in ore meo. Glória Patri...Do meio do povo elevei o meu escolhido, ungi-o com o meu óleo sagrado: para que a minha mão esteja sempre com ele e o meu braço o fortaleça. Sl. Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor: de geração em geração anunciarei com a minha boca a vossa fidelidade. Glória ao Pai...


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Elevado da mais tocante pobreza aldeã de Riese até a Cátedra Inefável de São Pedro, o Papa São Pio X governou a Barca de Cristo de 1903 a 1914 sob o lema imortal de "Restaurar todas as coisas em Cristo", desfraldando a bandeira da ortodoxia contra a mais perigosa e abrangente investida das trevas: o modernismo, que definia como a cloaca e a síntese de todas as heresias. Pastor dotado de admirável fortaleza e ternura paternal, expurgou com mão firme os erros doutrinários que tentavam minar a fé por dentro através de filosofias agnósticas e concessões mundanas, promulgando a encíclica Pascendi e o sagrado Juramento Antimodernista, ao mesmo tempo em que abria as fontes da graça pela comunhão frequente e precoce dos pequeninos, pela restauração da nobreza do Canto Gregoriano na sagrada liturgia e pela codificação das leis eclesiásticas. Consumido de zelo pela salvação dos homens e despedaçado pela dor do início da Grande Guerra, entregou sua alma puríssima a Deus em 1914, repousando seu corpo incorrupto sob as abóbadas da Basílica de São Pedro no Vaticano.

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Contemplai, ó amados filhos da Igreja, o interrogatório solene e abrasador do Divino Mestre às margens do Tiberíades: "Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?" Não pede o Salvador títulos acadêmicos, nem artifícios de diplomacia mundana, mas a entrega irrestrita do coração para confiar-lhe o rebanho comprado pelo Seu Sangue precioso. Que contraste flagrante entre a fidelidade sagrada do Sumo Pontífice e a traição rasteira da mentalidade moderna! O espírito deste século clama por novidades enganosas, despreza a sã doutrina imutável e tenta infiltrar no próprio santuário um humanismo rasteiro, onde os mestres do erro buscam falar com palavras bajuladoras para agradar aos homens e fugir da humilhação da Cruz. Que perversidade inaudita quando lobos disfarçados de pastores pretendem silenciar a severidade dos dogmas e adulterar a fé católica sob a máscara de uma falsa evolução dos tempos! O verdadeiro vigário de Cristo ouve o brado do Apóstolo: fomos provados por Deus para anunciar o Evangelho não para agradar a criaturas perecíveis, mas ao Altíssimo que perscruta o íntimo dos corações. São Pio X levantou-se como um leão intrépido contra essas seduções deletérias; compreendeu que apascentar os cordeiros e as ovelhas exige defendê-los das ervas venenosas do erro e alimentá-los na fonte viva do Pão Eucarístico e na dignidade incorrupta do santo culto. Como ensinavam os grandes doutores da Igreja, a verdadeira misericórdia para com as almas reside em proclamar a verdade sem atenuantes e repelir com coragem santa a perfídia herética, pois o silêncio covarde do pastor entrega o rebanho à perdição eterna. Rejeitai, pois, as fábulas e os cantos de sereia deste século rebelde! Permanecei firmemente ancorados na rocha da tradição católica, aproximai-vos com reverência do banquete eucarístico e amai a Igreja de todo o vosso coração, para que, combatendo as heresias do nosso tempo, possais perseverar na fé viva até o encontro com o Pastor Supremo dos pastores.


Epístola (I Ts 2, 2-8) - Fratres: Fidúciam habúimus in Deo nostro, loqui ad vos Evangélium Dei in multa sollicitúdine. Exhortátio enim nostra non de erróre, neque de immundítia, neque in dolo, sed sicut probáti sumus a Deo ut crederétur nobis Evangélium: ita lóquimur, non quasi homínibus placéntes, sed Deo, qui probat corda nostra. Neque enim aliquándo fúimus in sermóne adulatiónis, sicut scitis: neque in occasióne avarítiæ: Deus testis est: nec quæréntes ab homínibus glóriam, neque a vobis, neque ab áliis. Cum possémus vobis óneri esse ut Christi apóstoli: sed facti sumus párvuli in médio vestrum, tamquam si nutrix fóveat fílios suos. Ita desiderántes vos, cúpide volebámus trádere vobis non solum Evangélium Dei, sed étiam ánimas nostras: quóniam caríssimi nobis facti estis. Irmãos: Tivemos confiança em nosso Deus para vos anunciar o Evangelho de Deus em meio a muitas lutas. A nossa pregação, com efeito, não procede de erro, nem de intenções impuras, nem de fraude; mas, assim como fomos aprovados por Deus para que nos fosse confiado o Evangelho, assim falamos, não para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações. Pois nunca usamos de linguagem bajuladora, como bem sabeis, nem de pretextos de cobiça; Deus é testemunha! Nem buscamos a glória dos homens, quer de vós, quer de outros, embora pudéssemos, como apóstolos de Cristo, impor a nossa autoridade. Pelo contrário, fizemo-nos pequenos entre vós, como uma ama que acaricia os seus próprios filhos. Assim, no nosso grande afeto por vós, queríamos dar-vos não somente o Evangelho de Deus, mas até a nossa própria vida, tão caros vos havíeis tornado para nós.


Evangelho (Jo 21, 15-17) - In illo témpore: Dixit Jesus Simóni Petro: Simon Joánnis, díligis me plus his? Dicit ei: Étiam, Dómine, tu scis quia amo te. Dicit ei: Pasce agnos meos. Dicit ei íterum: Simon Joánnis, díligis me? Ait illi: Étiam, Dómine, tu scis quia amo te. Dicit ei: Pasce agnos meos. Dicit ei tértio: Simon Joánnis, amas me? Contristátus est Petrus, quia dixit ei tértio: Amas me? et dixit ei: Dómine, tu ómnia nosti: tu scis quia amo te. Dixit ei: Pasce oves meas. Naquele tempo, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes? Respondeu-lhe ele: Sim, Senhor, Vós sabeis que eu Vos amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. Disse-lhe segunda vez: Simão, filho de João, tu me amas? Ele respondeu-lhe: Sim, Senhor, Vós sabeis que eu Vos amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. Disse-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro contristou-se por lhe ter perguntado pela terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, Vós sabeis tudo; Vós sabeis que eu Vos amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas.

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