sábado, 12 de setembro de 2026

12 Setembro - O Santíssimo Nome de Maria - a doçura que afugenta os inimigos da cruz

Introito - (Sl 44, 13, 15-16; 2) Vultum tuum deprecabúntur omnes dívites plebis: adducéntur Regi vírgines post eam: próximæ ejus adducéntur tibi in lætítia et exsultatióne. Ps. Eructávit cor meum verbum bonum: dico ego ópera mea Regi. ℣. Glória Patri...Todos os ricos do povo com dádivas suplicam o vosso olhar; virgens que a seguem serão conduzidas até o Rei; suas companheiras vos serão apresentadas no meio da alegria e do júbilo. Sl. Exulta o meu coração em alegre canto; ao Rei dedico as minhas obras. ℣. Glória ao Pai...


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Instituída pelo Papa Inocêncio XI no ano de 1683, a festividade de hoje eleva aos céus o incenso de nossa gratidão pela milagrosa libertação de Viena, outrora cercada pelas formidáveis hostes otomanas que ameaçavam devorar a Cristandade. Onde as armas humanas vacilavam diante da esmagadora multidão inimiga, a invocação confiante da Santíssima Virgem operou o triunfo, demonstrando que há no Céu um Nome terrível como um exército em ordem de batalha. Esta celebração não é apenas uma recordação histórica, mas uma saudação filial à Mãe de Deus, reconhecendo a santidade insondável e o poder inexpugnável contidos em seu Nome, autêntico baluarte contra o qual se despedaçam as heresias e os perigos de todos os tempos. A piedade romana costuma voltar os olhos, nas grandes festas marianas, para a Basílica de Santa Maria Maior, o mais venerável santuário dedicado à Virgem no Ocidente, onde a realeza de Maria impera desde os primeiros séculos.

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Acaso pensais, caríssimos irmãos, que o Nome de Maria nos foi dado apenas para adornar cânticos estéreis ou enfeitar piedades de superfície? Olhai para a formidável batalha de Viena, onde esse Santíssimo Nome esmagou o crescente otomano e salvou a civilização! A Providência Divina não suscita vitórias tão estrondosas senão para nos revelar uma verdade perene: a cada época, diante da fúria das heresias que tentam tragar as almas, levanta-se a força sobrenatural de Nossa Senhora e de seus eleitos para esmagar a cabeça da serpente. Hoje, o cerco não é feito com canhões nos muros da cidade, mas com doutrinas venenosas dentro do santuário. Vede a vossa volta! O mundo moderno tenta nos seduzir com uma religião de pura fachada, um teatro de conveniências onde o altar de Deus é rebaixado a um mero palco de sociabilidade humana. Edificam congregações vazias de sacrifício, onde a liturgia não passa de um congraçamento ruidoso e as verdades eternas são diluídas no caldeirão das meras opiniões mundanas. Ali, o homem canta louvores a si mesmo, banindo a Cruz em troca do conforto burguês. Trágica ilusão! Enquanto essa religião falsificada nos encadeia à terra, a verdadeira Igreja de Cristo aponta o dedo firmemente para o Céu, exigindo renúncia, proclamando o dogma e oferecendo o Pão dos Anjos. É contra este abismo de facilidades terrenas que o Nome de Maria resplandece como um farol. Como nos ensina o Melífluo Doutor, São Bernardo, ela é a Estrela que nos impede de naufragar na tempestade. Se a invocamos, não desviaremos do alvo sobrenatural. E Santo Afonso, ecoando o Livro do Eclesiástico que ouvimos na Epístola (Meu espírito é mais doce que o mel), nos lembra que este Nome soberano é terror para os demônios e doçura inefável para a alma fiel. Diante do mistério da Anunciação, relatado por São Lucas, a Virgem não fundou um clube de simpatias terrenas; ela proferiu o (Faça-se em mim) que rasgou os céus e trouxe a Redenção. Que a pronúncia devota do Nome de Maria arranque de nossos corações qualquer apego à farsa do espírito mundano e nos plante, fortes e vitoriosos, no solo insanguentado da verdadeira Fé Católica!


Epístola (Eclo 24, 23-31) - Ego quasi vitis fructificávi suavitátem odóris: et flores mei fructus honóris et honestátis. Ego mater pulchræ dilectiónis, et timóris, et agnitiónis, et sanctæ spei. In me grátia omnis viæ et veritátis: in me omnis spes vitæ et virtútis. Transíte ad me, omnes qui concupíscitis me, et a generatiónibus meis implémini. Spíritus enim meus super mel dulcis, et heréditas mea super mel et favum. Memória mea in generatiónes sæculórum. Qui edunt me, adhuc esúrient: et qui bibunt me, adhuc sítient. Qui audit me, non confundétur: et qui operántur in me, non peccábunt. Qui elúcidant me, vitam ætérnam habébunt.
Assim como a vinha, eu produzi flores de suave odor, e minhas flores dão frutos de glória e abundância. Eu sou a mãe do belo amor, do temor, da ciência e da santa esperança. Em mim está toda a graça do caminho e da verdade, em mim toda a promessa de vida e de virtude. Vinde a mim, vós todos que me desejais, e saciai-vos com meus frutos. Meu espírito é mais doce que o mel, e minha herança mais suave que o mel e o favo. Minha memória se conservará nas gerações através dos séculos. Os que me comem terão ainda fome de mim, e os que me bebem terão ainda sede. O que me escuta não será confundido, e os que agem por mim não pecarão. Os que me glorificam terão a vida eterna.


Evangelho (Lc 1, 26-38) - In illo témpore: Missus est Angelus Gábriel a Deo in civitátem Galilǽæ, cui nomen Názareth, ad Vírginem desponsátam viro, cui nomen erat Joseph, de domo David, et nomen Vírginis María. Et ingréssus Angelus ad eam, dixit: Ave, grátia plena; Dóminus tecum: benedícta tu in muliéribus. Quæ cum audísset, turbáta est in sermóne ejus: et cogitábat qualis esset hæc salutátio. Et ait Angelus ei: Ne tímeas, María, invenísti enim grátiam apud Deum: ecce concípies in útero, et paries fílium, et vocábis nomen ejus Jesum. Hic erit magnus, et Fílius Altíssimi vocábitur, et dabit illi Dóminus Deus sedem David patris ejus: et regnábit in domo Jacob in ætérnum, et regni ejus non erit finis. Dixit autem María ad Angelum: Quómodo fiet istud, quóniam virum non cognósco? Et respóndens Angelus, dixit ei: Spíritus Sanctus supervéniet in te, et virtus Altíssimi obumbrábit tibi. Ideóque et quod nascétur ex te Sanctum, vocábitur Fílius Dei. Et ecce Elísabeth cognáta tua, et ipsa concépit fílium in senectúte sua: et hic mensis sextus est illi, quæ vocátur stérilis: quia non erit impossíbile apud Deum omne verbum. Dixit autem María: Ecce ancílla Dómini, fiat mihi secúndum verbum tuum.
Naquele tempo, foi o Anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um varão que se chamava José, da casa de Davi; e o Nome da Virgem era Maria. Entrando o Anjo onde ela estava, disse-lhe: Ave, cheia de graça; o Senhor é contigo: bendita és tu entre as mulheres. Ouvindo isto, ela se perturbou com as suas palavras e pensava no que significaria esta saudação. Mas o Anjo lhe disse: Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás em teu seio e darás à luz um Filho, e por-Lhe-ás o Nome de Jesus. Ele será grande e será chamado o Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; e reinará eternamente na casa de Jacó e seu Reino não terá fim. Perguntou então Maria ao Anjo: Como se fará isso, se não conheço varão? Respondeu-lhe o Anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso também o Santo que nascer de ti, será chamado Filho de Deus. E eis que Isabel, tua parenta, concebeu um Filho na sua velhice; e este é o sexto mês daquela que é chamada estéril, porque a Deus nada é impossível. Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a sua palavra.

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