quinta-feira, 4 de junho de 2026

Cardeal McElroy remove Exorcista por dizer que demônios se disfarçam de alienígenas: Mais um sinal da mentalidade naturalista na Igreja modernista

McElroy, conhecido por sua heterodoxia sobre homossexualidade e outras questões, afirmou que os comentários do Monsenhor Stephen Rossetti sobre demônios e alienígenas 'minam gravemente' o ensino católico (fonte).

A recente decisão do cardeal Robert McElroy de remover Monsenhor Stephen Rossetti da função de exorcista da Arquidiocese de Washington e romper os vínculos da arquidiocese com o Saint Michael Center for Spiritual Renewal revela, mais uma vez, a crescente influência de uma mentalidade naturalista dentro de setores da hierarquia eclesiástica.

Segundo a notícia divulgada em 4 de junho de 2026, Monsenhor Rossetti foi afastado após afirmar que demônios podem se disfarçar sob a aparência de alienígenas ou fenômenos associados aos chamados OVNIs. O cardeal McElroy justificou sua decisão alegando que tais declarações "minam gravemente o ensinamento muito preciso da Igreja sobre o diabo, demônios e exorcismo".

Contudo, sob a ótica da tradição católica, a questão central não é saber se determinados fenômenos são necessariamente demoníacos, mas reconhecer que os espíritos malignos possuem a capacidade de enganar os homens mediante aparências sensíveis e manifestações extraordinárias.

Desde as páginas do Gênesis, a Sagrada Escritura apresenta Satanás utilizando uma forma visível para seduzir o homem. A serpente do Éden não constitui precisamente um exemplo de uma manifestação adaptada à percepção humana? Ao longo de toda a tradição cristã, encontramos relatos de ilusões diabólicas, aparições enganosas, falsos prodígios e fenômenos destinados a desviar as almas da verdade.

Santo Tomás de Aquino ensina que os demônios podem agir sobre a imaginação humana e produzir efeitos sensíveis. Diversos autores espirituais, doutores da Igreja e exorcistas ao longo dos séculos reconheceram que o demônio frequentemente se apresenta sob formas que correspondem às crenças, temores e expectativas de cada época.

Em uma sociedade medieval, tais manifestações poderiam assumir a aparência de fadas, espíritos ou entidades pagãs. Em uma sociedade tecnologicamente fascinada pelo espaço, por que seria impossível que o mesmo mecanismo de engano se apresentasse sob a roupagem de seres extraterrestres? A hipótese não contradiz nenhum princípio fundamental da demonologia tradicional.

O aspecto mais preocupante da decisão de McElroy é a aparente adoção de um pressuposto naturalista: a tendência de excluir antecipadamente qualquer interpretação preternatural de fenômenos incomuns. Trata-se de uma postura que, embora frequentemente apresentada como prudência, acaba reduzindo a realidade espiritual a um papel secundário.

Historicamente, a Igreja sempre ensinou que o mundo não se limita ao que pode ser observado ou explicado pelos sentidos. A existência dos anjos e dos demônios faz parte integrante da fé católica. Quando se estabelece como princípio que determinados fenômenos devem ser compreendidos exclusivamente em chave natural, corre-se o risco de enfraquecer a própria consciência da batalha espiritual que permeia a vida cristã.

É igualmente significativo que a sanção tenha recaído sobre um sacerdote amplamente conhecido por seu trabalho no ministério de exorcismo. Em vez de promover um debate teológico sério sobre os limites e as possibilidades da ação demoníaca, optou-se pela punição administrativa e pelo encerramento de vínculos institucionais.

A controvérsia não gira, portanto, em torno da existência de extraterrestres. O verdadeiro ponto em discussão é se os católicos ainda podem considerar seriamente a possibilidade de que certos fenômenos extraordinários possuam uma dimensão preternatural. A tradição católica sempre respondeu afirmativamente.

Ao afastar um exorcista por levantar essa hipótese, a autoridade eclesiástica transmite uma mensagem preocupante: a de que a linguagem da guerra espiritual deve ceder lugar às categorias predominantes do pensamento moderno. Para muitos católicos tradicionais, isso representa mais um capítulo do avanço de uma visão naturalista que, pouco a pouco, obscurece a compreensão clássica da ação dos espíritos no mundo.