Introito - (Gal 6, 14 | Sl 141, 2) Mihi autem absit gloriári, nisi in Cruce Dómini nostri Iesu Christi: per quem mihi mundus crucifíxus est, et ego mundo. Ps. Voce mea ad Dóminum clamávi: voce mea ad Dóminum deprecátus sum. ℣. Glória Patri...Longe de mim o desejo de gloriar-me, a não ser na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por Ele o mundo foi para mim crucificado, como eu o fui para o mundo. Com voz forte, clamei ao Senhor; minha oração suplicante se eleva ao Senhor.
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No cume rude e silencioso do Monte Alverne, no ano da graça de 1224, dois anos antes de render sua alma puríssima ao Criador, São Francisco de Assis consumia-se em jejuns e ardentes orações, quando os céus de repente se rasgaram e um Serafim alado e crucificado lhe apareceu em deslumbrante resplendor. Ao dissipar-se a visão celestial, o pobrezinho trazia impressas em sua própria carne as marcas indeléveis da Paixão: cravos negros formados pela própria carne nas mãos e nos pés, e uma chaga aberta no lado direito, que frequentemente vertia sangue vivo. Este milagre inaudito não foi apenas um galardão por sua altíssima união mística, mas a chancela divina de que sua vida fora perfeitamente configurada à do Salvador sofredor. Os sagrados restos mortais deste homem, que se tornou a imagem visível de Cristo, repousam, para a veneração reverente de todos os séculos, na Basílica de São Francisco de Assis, de onde seu testemunho ardente continua a bradar contra a languidez e a frieza espiritual do mundo.